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Ínicio / Blog do Colucci / A Regra é clara! Ou não? Atletismo Rio 2016
Foto: Reuters

A Regra é clara! Ou não? Atletismo Rio 2016

Uma cena inusitada aconteceu na pista do Engenhão na prova dos 3.000 metros com obstáculos, a atleta etíope Etenesh Diro na metade da prova foi atingida, caiu, perdeu a sapatilha, tentou continuar, tirou a meia e continuou sua bateria chegando em sétimo lugar.

Ela era uma das favoritas para a passar para a final  e brigar por uma medalha olímpica.

Com esse incidente, ficou de fora mesmo concluindo a prova descalça em 9m34s70 e sendo ovacionada pelo público presente.

Foto: Getty Images

Após análises, a organização dos Jogos Olímpicos decidiu aumentar o número de participantes na final olímpica e dar uma nova chance para a etíope e mais duas acidentadas, a jamaicana Aisha Praught e Sara Louise Treacy  da Irlanda.

 

 

Com essa decisão, a final que seria disputada por 15 atletas terá a participação de 18 corredoras e a etíope Diro volta a ter chances de brigar por medalha, isso se o pé permitir depois do esforço na fatídica bateria.

Na mesma prova, 3.000 com obstáculos a brasileira Juliana dos Santos, esposa do maratonista Marilson dos Santos,  não conseguiu se classificar para a final finalizando a primeira bateria com 9m45s95. Parabéns Juliana!!

O que você achou da decisão dos Jogos em incluir as 03 atletas na final olímpica?

Eu, achei muito justo e bonito para o esporte em dar essa “segunda chance”, visto que foi um acidente e a fase de classificação, como o nome diz, é para classificar. E não foi tirada a vaga de ninguém para incluí-las

Ver uma grande atleta fora da disputa por medalha por um acidente, um erro antes da verdadeira disputa é muito triste.

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Os comentaristas da TV(sportv) chegaram a comparar com o caso do Padre Irlândes e o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima na prova da Grécia. Eu acho que essa comparação é absurda considerando que a Maratona é ÚNICA, não existe classificação para final e muito menos a possibilidade de se “pensar” em fazer outra corrida.  O que aconteceu com o Vanderlei foi um alerta para que os corredores sejam melhor escoltados, a atitude dele em continuar e ainda assim conseguir o bronze é algo fantástico que recomendo a todos em ouvir a história contada por ele. E, na ocasião, a decisão da Organização em premiá-lo com a medalha de honra do Barão de Cobertin foi algo muito especial e ficou eternizado na história. Muito merecido.

Agora, os olhos do mundo estarão voltados para a final dos 3.000 metros com obstáculos e a atuação da Diro.

E agora?

A regra é clara?  O que você faria se estivesse na comissão da organização?

Concordou com a decisão tomada?

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Colucci

Blog e Run

SempreCorrendo.com.br

 

Sobre Antonio Colucci

Um corredor que escreve, 'RunPorter' e Pai do Diego. Correndo desde 2004; Escrevendo desde 2007; Pai do Diego desde 2008; Maratonista desde 2009.

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