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XXXIV Volta ao Cristo de Poços de Caldas 2016

Passando pelo Cristo.

Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2016 – Parabéns Guiba19!!!!

No último domingo de janeiro tradicionalmente acontece a Volta ao Cristo em Poços de Caldas/MG, uma corrida fantástica em uma cidade aprazível com alto grau de dificuldade e fortes momentos de emoção.

Pode reservar na agenda o dia 29/01/2017 e começar os treinos visando a XXXV Volta ao Cristo de Poços de Caldas/MG.

Domingo passado, Blog e Run e muitos amigos estiveram mais uma vez na cidade mineira para encarar o desafio da Volta ao Cristo. As notícias sobre as fortes chuvas dos últimos dias eram assustadoras, a cidade ficou submersa, imagens tristes causadas pela natureza enfeiaram as redes sociais, as previsões não eram nada boas dias antes da prova. A cidade precisava de ajuda, as chuvas tinham que parar para que tudo voltasse ao normal. Amigos que chegaram na sexta-feira avisaram que uma chuvinha ainda persistia e que o frio podia aparecer se a chuva voltasse com força.

As 1.500 inscrições disponíveis esgotaram 1 mês antes da data da prova, para o próximo ano esse número tende a aumentar visto que quem participa uma vez sempre quer voltar e quem ouve ou lê relatos da prova fica com muita vontade de conhecer e enfrentar o desafio.

Para quem acha que todo ano é a mesma coisa, eu posso garantir que não é! Essa foi minha quinta participação consecutiva na prova e mesmo sabendo de quase tudo, ainda assim fui surpreendido mais uma vez.

A cidade fica a 250 km de São Paulo, uma viagem calma e tranquila por estradas ótimas e recheadas de radares e pedágios, mas também com visuais indescritíveis que nem as fotos são capazes de mostrar fielmente a intenção do click.

A maior atração da cidade é A CIDADE, o povo muito hospitaleiro e o artesanato em cada esquina prendem a atenção dos visitantes. O único grande problema para os turistas é que a cidade tem seus horários e no domingo a corrida acaba depois das 11:00/11:30 para a maioria dos participantes e esse é o horário que a cidade, ou a maior parte do comércio e principalmente as termas FECHAM, deixando assim o passeio incompleto. Já demos a sugestão para pelo menos no domingo da corrida as termas fecharem mais tarde, assim quem sabe conseguimos aproveitar essa forma de relaxamento pós os 16 km de puro desafio.

Voltando a cidade, no sábado a entrega do kit de participação da corrida acontece em frente ao estádio Municipal Ronaldão onde o time da Caldense manda seus jogos e onde é a chegada da corrida, o estádio tem banheiros e vestiários para os corredores além de uma lanchonete e a arquibancada para assistir a chegada dos atletas. Outras atrações da cidade são para os corajosos que não tem medo de altura que podem subir ao Cristo de teleférico e os ainda mais corajosos podem descer voando com os aparelhos voadores que estão por lá, não sei se são parapentes, asa-deltas, balão ou qualquer coisa com asas, nem passo muito perto, só passo correndo e geralmente bem rápido de olho no piso e no lindo horizonte. A cidade tem atrativos radicais.

A única radicalidade que me permito é na noite de sábado passar pela praça central, encontrar os amigos(que são muitos e aumenta a cada ano), assistir a grande festa dos caldenses dançando em volta do coreto, as crianças correndo atrás de brinquedos luminosos, artistas passando por todos os lados com seus artesanatos e a cachorrada bonita e feliz saudando os turistas.

A prova continua como nos anos anteriores, 16km com largada e chegada no estádio, começa às 09:00, horário que permite uma boa noite de sono, um ótimo café da manhã e muito papo com a turma antes de começar a correr. O tempo da prova é somente BRUTO, e aí começam as particularidades da prova, para que o chip registre sua chegada, é preciso passar por um tapete para ativá-lo, uma fila enorme de corredores aproveita o momento para aquela confraternização final antes de sair rumo ao morro.

Dada a largada, o percurso é plano e arborizado na linda e limpa cidade, alguns moradores estão no caminho apoiando e prestigiando, os postos de hidratação são comandados por escoteiros, mirins e adultos, que com alegria entregam água e palavras de apoio aos corredores, o momento com maior público é a passagem pela Termas Antonio Carlos na praça central, o último trecho reto do percurso antes do “ataque ao cume“, a subida de 4,5km parece interminável, mas a energia é tão boa que todo e qualquer som é um estímulo a mais para não parar, e o visual é o melhor combustível, cada passo para cima e as imagens vão se transformando, a cidade ficando para baixo.

O momento mais marcante da subida é quando se ouve uma música, um Hino, pode ser o Hino Nacional, pode ser o Hino do Expedicionário, a única certeza é que junto aos Hinos estará o Seu Gonçalo com seu fusquinha, suas bandeirolas, vestido com sua farda surrada e pronto para bater continência, pegar na mão, fotografar e beijar os corredores. Uma pessoa que faz isso desde a primeira edição por conta própria e já virou mais que um símbolo da prova, é um momento único que além de bonito dá um alívio e nos dá a certeza que o Cristo está bem perto e o sofrimento da subida vai acabar.

O Cristo

Passados 5oo metros do Seu Gonçalo, eis que surge o Cristo, de braços abertos, recepcionando todos os corredores, apresentando a todos o ponto mais alto da ‘agora pequena’ cidade lá embaixo. Começa a descida, são quase 5 kms morro abaixo, metade de terra e metade de asfalto, o perigo de queda é grande, mas o visual e o prazer de te chegado lá em cima fala mais alto e a descida é o momento de VOAR. O último km é uma reta que parece interminável, e aproximando da chegada dentro da pista do estádio municipal, é chegado o momento de celebrar a vitória e começar a planejar a estratégia do próximo ano, a chegada no estádio com a arquibancada cheia é sensacional e na saída tem a medalha com o kit pós prova, kit recheado de frutas, com laranjas embalados na redinha de laranjas é o grande charme da prova.

Na saída do estádio tem a ducha para refrescar o corpo e lavar a alma, e com o tempo bonito que fez nesse domingo a vontade de ficar eternamente embaixo da ducha foi grande.

Os atletas de elite, principalmente da Equipe do Cruzeiro e os quenianos da Luasa estão ali, lado a lado com o publico geral, sempre solícitos e dispostos a conversar, fotografar e passar as experiências.
A mineira radicada em Sertãozinho/SP e grande campeã Maria Zeferina Baldaia que entre tantas vitórias já ganhou a São Silvestre, a Volta da Pampulha e a Maratona de SP estava presente mais um ano, agora defendendo as cores do Cruzeiro de MG, cruzou a linha de chegada em terceiro lugar sendo a primeira brasileira  da prova, Baldaia está na reta final do treinamento para a Maratona de Sevilla na Espanha no próximo dia 21 de fevereiro onde tentará o índice para ser uma das representantes brasileiras na Olimpíada Rio 2016.

E os amadores? Esses terminam a prova incrédulos, principalmente os estreantes, o comentário geral é bem parecido, ninguém acreditava nas histórias e agora eles tinham vencido o grande desafio, encarado o morro, encontrado o Cristo e tinham sido agraciados com um visual deslumbrante. Todos prometem voltar no ano seguinte.

A única certeza que tenho é que VAI FALTAR INSCRIÇÃO em 2017.

Minha prova:

a descida e seus visuais

Larguei filmando e fotografando com a Tom Tom Bandit em punhos, a ideia era chegar no início da subida e então ter uma ideia, montar uma estratégia de acordo com o momento. Bem no comecinho vi a Wal da corre brasil retornando, tinha desistido da prova e eu quase parei com ela, mas segui e quando as forças estavam diminuindo apareceu o Corredor Anônimo voando morro acima, fui atrás, fizemos uma bagunça e deixei-o continuar no ritmo dele. Quando o Marcão Véio chegou retornei ao clima de corrida, Marcão é “sangue nos zóio”, não ia querer perder para uma subidinha qualquer e chegou chegando desafiando o morro, eu fui junto, queria registrar a chegada dele ao Seu Gonçalo, é um momento especial principalmente para os estreantes e assim fomos, após o Seu Gonçalo ele continuou e eu dei uma aliviada me preparando para o voo na descida.

Igor

No início da descida, encontrei-o de novo, chamei para o despencar e segui, ritmo de recorde mundial (MEU) morro abaixo inspirado na TocaSpider usada pelo Haile no dia(e post) anterior até encontrar com o Igor e manter o ritmo até o km 15. O último km foi só curtição para chegar e pelo quinto ano seguido melhorar meu tempo na prova. Uma evolução de mais de 10 minutos e mais de mil fotos registrando cada trecho e placa de km, muitos amigos e já planejando a XXXV edição em 2017.

 
Marcão Véio no morro

O Marcão tem um Blog muito bacana e contou a história dessa estreia com maestria. Vale muito a leitura.

Segue o link!!!

http://nacorreria011.blogspot.com.br/2016/02/xxxiv-volta-ao-cristo.html  

Fotos e mais fotos em Facebook.com/BlogeRun

 

Margareth, Cassarro, Vicent, Tião, Nelson, Equipe Blog e Run/Fisionoesporte OBRIGADO

Parabéns a Equipe Blog e Run/ Fisionoesporte que marcou presença com Clóvis, James, Betão, Felipe e Bia, todos uniformizados morro acima e ladeira abaixo.

Obrigado Poços de Caldas mais uma vez pela ótima recepção e prova fantástica.

Obrigado a todos os amigos presentes, ao Vicent Sobrinho mais uma vez junto e especialmente ao Tião Moreira, fotógrafo que participou de todas as 34 edições da prova e foi meu parceiro de fim de semana desde o Haile até Poços.

Cassarro, Margareth, Lelo, Nelson e todos os envolvidos na Volta ao Cristo, Obrigado, PARABÉNS e até 2017!!!!

#BlogeRun2016
#Colucci

 

Sobre Antonio Colucci

Um corredor que escreve, 'RunPorter' e Pai do Diego. Correndo desde 2004; Escrevendo desde 2007; Pai do Diego desde 2008; Maratonista desde 2009.

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2 Comentários

  1. Valeu Mourão.
    Na correria e no meio de tantos amigos, nem te vi por lá, falamos de você, mas não te vi.
    Abraço
    Colucci

  2. essa prova é o charme do começo do ano.. eu fui para minha terceira consecutiva, 2017 estarei lá orando e pedindo.. parabéns por mais um relato #colucci

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